Aumento da produção química mundial e desafios de sustentabilidade
A produção química mundial deverá aumentar acentuadamente, impulsionada pela expansão das capacidades em regiões com matérias-primas de baixo custo, como os EUA e o Médio Oriente. Este crescimento intensifica a pressão competitiva sobre os fabricantes europeus e britânicos, especialmente no setor dos plásticos. Para se manterem viáveis, as empresas devem adotar tecnologias mais eficientes do ponto de vista energético e mais sustentáveis, equilibrando o aumento da produção com a responsabilidade ambiental.
Enquanto engenheiro de automação industrial, vejo esta tendência como um apelo à ação. As empresas não podem depender de métodos antigos; devem integrar uma automação mais inteligente e maquinaria economizadora de energia para preparar as suas operações para o futuro.
Eficiência energética através da moldação por injeção totalmente elétrica
As máquinas tradicionais de moldação por injeção hidráulica são notoriamente consumidoras de energia, utilizando frequentemente eletricidade mesmo quando estão paradas. Em contrapartida, as máquinas totalmente elétricas, como a Shibaura Machine EC650SX-61B, utilizam energia apenas quando necessário. Testes independentes demonstram que esta tecnologia pode reduzir o consumo de energia em mais de 50% em comparação com as alternativas hidráulicas.
Segundo a minha experiência, a mudança para sistemas totalmente elétricos não só reduz significativamente as faturas de energia, como também melhora a precisão e a repetibilidade — fatores essenciais para manter a qualidade dos produtos em ambientes de produção de grandes volumes.
Os robôs ampliam os benefícios da automação
Os robôs SCARA são uma solução revolucionária no fabrico de plásticos devido à sua velocidade, precisão e flexibilidade. Modelos como o THE400 SCARA conseguem suportar cargas úteis maiores e alcançar áreas de trabalho mais amplas, permitindo uma integração perfeita com máquinas de moldação por injeção.
Os robôs SCARA montados no teto otimizam ainda mais o espaço disponível no chão e aumentam a eficiência ao automatizarem tarefas como a remoção de peças, a inspeção, a montagem e a embalagem — tudo isto sem comprometer a velocidade. Creio que tirar partido destes robôs nos fluxos de trabalho de automação acelera a produção e reduz a dependência de mão de obra, melhorando diretamente o retorno do investimento.
Sucesso no mundo real: a transformação da Lotan
A Lotan, fabricante britânica de recipientes de plástico, passou da moldação por injeção hidráulica para a moldação totalmente elétrica, fornecida pela TM Robotics. Esta mudança reduziu os custos energéticos em até 40%, encurtou os tempos de ciclo em 35% e diminuiu o custo global por molde.
Este exemplo evidencia os benefícios concretos da automação energeticamente eficiente — não só para a sustentabilidade ambiental, mas também para melhorar a agilidade operacional e a rentabilidade. Os fabricantes que hesitarem em modernizar-se arriscam ficar para trás nesta indústria em rápida evolução.
Equilibrar produtividade, custos e sustentabilidade
O setor britânico dos plásticos enfrenta custos energéticos crescentes e regulamentação em matéria de sustentabilidade cada vez mais exigente. Ao adotarem máquinas de moldação por injeção totalmente elétricas em conjunto com robótica industrial, os fabricantes podem alcançar uma rara combinação de três benefícios: menor consumo de energia, redução dos custos operacionais e maior velocidade de produção.
Do ponto de vista de um engenheiro de automação, estas tecnologias representam ferramentas essenciais para enfrentar os desafios do mercado atual. O fabrico sustentável já não é opcional, mas sim um imperativo estratégico capaz de proporcionar uma vantagem competitiva.

